AGV PROTECT YOUR PASSION

A AGV é uma tradicional e renomada marca italiana de capacetes, criada em 1947. A.G.V. é um acrônimo, que significa Amisano Gino Valenza. Gino Amisano é o fundador da empresa que deu vida a AGV, em 1947. O logo é um capacete visto por trás.

Ainda no final da década de 40, a marca já se preocupava em oferecer equipamentos de proteção para a cabeça dos motociclistas e esse DNA a acompanha até os dias atuais, em que o padrão de qualidade AGV define sua estratégia e inovação.

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Recentemente, a AGV deu mais um salto de alto padrão, ao apresentar os capacetes Pista GP e Corsa, que tiveram como base um inédito estudo de engenharia reversa, que os desenvolveu a partir dos componentes que tem contato direto com a cabeça até chegar à superfície externa do casco, garantindo mais segurança, leveza e dimensões compactas.

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AGV Helmets:
pioneirismo e qualidade desde 1947

A AGV pesquisa, desenvolve e distribui capacetes inovadores e com a mais alta tecnologia para motociclistas.

“O lugar de onde viemos se usavam moldes de madeira para fazer botas de couro e sapatos. Para se fazer os primeiros capacetes de couro, eram necessários moldes de cabeças, não dos pés. Falei com Borsalino, que em Alexandria fabricava chapeis de muito renome. E ele me emprestou.”

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A.G.V. significa Amisano Gino Valenza. Gino Amisano, fundador da empresa, e Valenza na Itália, a cidade onde a AGV foi criada em 1947. O logotipo é nada mais do que um capacete visto por trás. Ou melhor, o que muitos pilotos veriam ao serem

derrotados pelos campeões da motovelocidade. As cores são as da bandeira italiana, como forma de ressaltar o grande orgulho da AGV e de sua ligação com sua terra natal. Após algumas modificações ao longo do tempo a marca continua vencedora ao ser usado por grandes campeões, como Valentino Rossi.

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1947

Para começar, apenas couro e pele

O primeiro capacete da AGV é de 1947, feito a mão, através de um molde de madeira. Apenas cinco unidades eram fabricadas por semana.

Gino Amisano era um contador jovem e cheio de vida, quando em 1945, logo após o término da 2a.Guerra Mundial, ele decidiu se tornar um empresário. A área em torno de Valenza, na província de Alessandria, era cheia de fábricas de calçado e de trabalhadores especialistas em couro, enquanto que praticamente todos os que ali viviam eram apaixonados por ciclismo. Então, Amisano e seus dois sócios começaram a trabalhar na elaboração de dois tipos de produtos: capas para selins sob a marca FAB e capacetes leves para ciclistas profissionais da marca Robic.

Nossa história começa logo depois, com a AGV sendo fundada no ano seguinte, o nome da empresa foi criado a partir das iniciais de Amisano, Gino e Valenza. Em 1946, a nova empresa também mudou seu mercado-alvo: de bicicletas para motos ou, melhor dizendo, para scooters, fabricando selins e encostos almofadados para Vespas e Lambrettas.

Gino, entretanto, acabou tomando seu próprio caminho, deixando seus sócios e fazendo o trabalho dos três. Ele se exigiu muito, vendendo seus produtos até em Milão e aumentou as vendas, de 20 capas de selins por semana para 700 capas (com apenas um empregado). Foi também neste período que ele conheceu Luciana Morando, com quem se casou em 1947 e quem foi imediatamente levada para a empresa.  Luciana acabou sendo o vigor, a força por trás da AGV.

O primeiro capacete para motocicleta da AGV foi criado naquele momento, em 1947.

Amisano havia observado que os pilotos de moto, que eram um pouco melhor equipados nas corridas de rua do periodo do pós-guerra, protegiam suas cabeças com boinas de couro. Os mais abastados tinham capacetes do tipo “coquinho”, feitos na Inglaterra.

O primeiro capacete para motociclistas da AGV era feito de couro moldado dentro de um molde de madeira, em seguida, era removido e seco em uma estufa a 50°C, durante uma hora.  Uma vez endurecido, o capacete era pintado. Estes capacetes eram completamente feitos à mão. Inicialmente, a produção era limitada a cinco unidades por semana.

Felizmente, a fabricação e venda de selins continuou até os anos sessenta. Um verdadeiro pioneiro no design de capacetes, Amisano, posteriormente, experimentou com couro coberto de lascas de feltro engomado e um tipo de papelão comprimido conhecido como “papengus”, que foi feito para ele por uma fábrica de papel na área Valsesia. Este material tinha suas desvantagens, encharcava na chuva, endurecia no sol e quebrava facilmente sob impacto, embora tivesse algumas qualidades anti-choque. Testes e padrões específicos ainda eram desconhecidos.

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1950

O nascimento do capacete italiano moderno

Nos anos de crescimento econômico da Itália, os primeiros pilotos protegiam-se com um boné de couro simples.

O próximo passo, a fibra vulcanizada, veio nos anos cinquenta. O casco era feito através um molde de um tecido especial impregnado de resina, endurecido utilizando um catalisador e, em seguida, moldando-o com moldes de alumínio.

Era um processo inteiramente manual, também utilizado em iates da época, e difícil de fabricar porque o material era muito duro.

Quando um certo número de concorrentes se juntou para manter a produção desse material somente para eles, Amisano foi forçado a usar uma fibra conhecida como “kerizzata”.

Foi então que Gino, enfurecido, se utilizou de um slogan para anunciar a superioridade de seu capacete de fibra “kappa” sobre seus rivais – “casco il AGV Kappa tutto Spacca” ou “o capacete AGV Kappa bate todos os outros”.

A imagem utilizada para o anúncio mais parecia emprestada dos bate-estacas utilizados para quebrar as portas de cidades antigas sitiadas.

Como a Itália trabalhou obstinadamente para reconstruir sua economia depois da guerra, Gino Amisano e sua esposa abriram caminho. Eles praticamente moravam na fábrica, chegando às sete da manhã e muitas vezes ficam lá até depois da meia-noite. Eles estavam envolvidos, em grande parte, na fabricação dos selins da empresa, incluindo aqueles fornecidos como equipamento original das Vespas, porque era aí que os lucros estavam.

Em 1954, aconteceu a criação do primeiro capacete italiano moderno, feito de fibra de vidro. Os cascos eram feitos inicialmente por uma fábrica de Grugliasco que também fazia os painéis frontais de fibra de vidro para a Piaggio Ape.

Amisano teve a idéia de usar a mesma técnica para fazer um capacete, levando à criação de um modelo conhecido como o 160, que continuou a adotar a forma clássica de tigela de pudim com um cinto cruzado interior. Foi um grande sucesso.

O primeiro piloto de corrida a usar um capacete destes na pista foi Carlo Bandirola, correndo pela MV Agusta. E, ele o fez de graça. Luciana Amisano era responsável pelo Desenvolvimento, enquanto Gino cuidou de Marketing, e os dois tomavam conta da produção.

Alguns dos cascos foram feitos na fábrica e o produto acabado era montado ali. Os revestimentos, por outro lado, eram feitos fora da fábrica. Os empregados de Amisano levavam o cinto jugular com eles, para casa, quando seus turnos terminavam e faziam o corte,para costura e colagem dos pedaços.

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1956

1956

O capacete aberto

Antes do capacete fechado, o capacete aberto era a escolha preferida de muitos pilotos. Mesmo o inesquecível Renzo Pasolini o utilizou no início dos anos setenta.

AGV começou a expor em feiras neste período, primeiro na Feira de Ciclismo de Milão e, em seguida, na Feira de Motociclismo. Visando acima de tudo, conseguir que sua empresa fosse conhecida, destacando sua capacidade de produção e extensa gama de produtos, Luciana teve a ideia de lançar uma pequena série capacetes para passeios a cavalo e jogos de pólo. Feitos de fibra de vidro, eram de design elegante com veludo ou capas de tecido de Prince of Wales. Apenas algumas centenas foram feitos, quase todos exportados para o Reino Unido.

O primeiro capacete aberto da AGV entrou em produção em 1956, e a plataforma para o seu lançamento foi a Feira Internacional do Automóvel  de Londres em 1955.

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1958

1958

A publicidade comunica a qualidade

O capacete AGV Kappa ao alcance de todos

Ele fez isso pela primeira vez em Alexandria, em seguida, em Ímola para a Copa de Ouro da Shell, e depois, cada vez com mais freqüência ao longo dos anos sessenta. O contrato com Giacomo Agostini era inevitável, o campeão do motociclismo mundial só poderia ser coroado com um AGV. O primeiro contrato foi assinado em 1967 no valor de três milhões de liras com o “superstar” de Bergamo, que assim se tornou o primeiro piloto nos livros de Amisano.

Agostini teve seu capacete no formato clássico pintado em suas próprias cores – branco, vermelho e verde – com uma faixa quadriculada na parte inferior e o logotipo da MV na frente. Suas vitórias nas motos Count Agusta’s 350 e 500 trouxe cada vez mais importância para a marca AGV no mundo.

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1960

1960

Sinônimo de segurança também entre personalidades

“Os pilotos querem um capacete cada vez mais leve. Um deles me disse: No máximo 750 gramas! Eu colocava cinco camadas de fibra e depois mentia: ‘eu coloquei apenas três, é muito leve’. Então, eles ficavam mais satisfeitos.”

Amisano também compreendeu a importância de fazer com que seus produtos fossem vistos nas mãos de VIPs e celebridades – os atores, cantores e apresentadores de televisão que entravam nas casas de todas as pessoas. Ele reconheceu que isso ajudaria o público em geral a conhecer e valorizar a sua marca. Bastava uma foto em uma das revistas mais populares na época e, às vezes, simplesmente por causa disso, ele ganhava muito dinheiro, porque seu produto e seus anúncios acabavam sendo fotografados. Naquele tempo, quem ousava, ganhava e Amisano era um homem de marketing.

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1967

1967

O capacete fechado

A AGV foi pioneira no capacete de fibra de vidro X-3000, desenvolvido com Giacomo Agostini, e o KR-2000 para Kenny Roberts, que ganharam um lugar na história.

Quando Gino Amisano viu os primeiros capacetes fechados sairem nos Estados Unidos, ele imediatamente decidiu lançá-los na Itália – começando pelas corridas de moto, é claro. Mas ele não tinha previsto a desconfiança com a qual o capacete fechado seria recebido.

Foram anos de progresso rápido, mas o automobilismo sempre foi tradicionalista e cauteloso com mudanças. Havia, por exemplo, ainda um intenso debate na imprensa especializada entre aqueles que eram a favor do novo câmbio montado no centro do túnel de transmissão e os mais conservadores, quase todos entusiastas do Lancia, que preferiam um câmbio montado na coluna da direção do veículo.

Pilotos mais experientes, em especial os falantes do idioma inglês, afirmaram em entrevistas que o capacete fechado estava longe de ser seguro, pois ele obscurecia a visão e prejudicava a audição, e que um verdadeiro piloto devia – quando e se eventualmente necessário – carregar as cicatrizes de suas falhas em seu rosto.

O primeiro piloto a usar um capacete fechado em uma corrida italiana – e era, naturalmente, um AGV – foi Alberto Pagani, que correu em Ímola no GP das Nações Unidas em setembro de 1969. Agostini e os MV Augustas, já campeões do mundo, não estavam lá devido a uma briga com a federação, o que tinha, pela primeira vez, deixado a pista de Monza fora do campeonato. Pagani venceu a corrida, dirigindo uma Linto.

O primeiro passeio do capacete fechado da AGV foi um sucesso de fora-a-fora. Em seguida, Agostini começou a usar um deles, apesar de alguma hesitação inicial, fazendo apenas pequenas mudanças nos grafismos, e a partir de 1971, houve um “boom” do capacete fechado, uma vez que começaram a produção em massa.

Primeiro, foi o X-80 e X-3000 que, seguindo o conselho de Agostini, apresentava uma “queixeira”, o que permitia ao piloto se abaixar até o tanque, nas retas, enquanto o capacete era também rebaixado na nuca para permitir maior liberdade de movimento. AGV também foi a primeira fabricante a fazer um capacete de rosto fehcado de fibra de vidro em duas cores.

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1970

Um quilômetro a toda velocidade

200 quilômetros por hora num par de esquis? Para isso, é necessário um declive muito íngreme, espaço suficiente no final da pista para parar e, é claro, um par de esquis. Se você também tiver um capacete seguro e aerodinâmico, ainda melhor.

O capacete fechado da AGV causou sensação, tanto técnica como para a publicidade da empresa, quando um modelo especial foi feito para os atletas que competem no KL, o famoso Qilômetro Lanciato, competição de ski de alta velocidade.

Um esporte de nicho, o ski de alta velocidade era muito popular e também espetacular. Datando de finais do século XIX, este esporte trazia de volta à imaginação do público as encostas íngremes de Cervinia, graças as vitórias de um italiano, Casse Alessandro, que dominou as competições naquele local entre 1971 e 1973, atingindo velocidades de mais de 114 milhas por hora.

AGV desenvolveu um capacete aerodinâmico específico para estes especialistas. O successor de Casse foi o norte-americano Steve McKinney, o primeiro a quebrar a barreira 200 quilômetros por hora (124 mph) sobre skis. O grande comunicador Amisano foi rápido em aproveitar a oportunidade.

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1972

1972

As 500 milhas de Ímola

Este foi um enorme sucesso que veio das altas velocidades, do poder bruto da 750cc. Os melhores pilotos do mundo. Corridas curtas para aumentar o ritmo. Este era o mix que fazia de Ímola uma vencedora, no mundo de rápidas mudanças dos anos setenta.

Ímola foi um grande circuito, sinuoso e em parte, sobre vias públicas, o que fez que fosse necessário fechar algumas ruas do país quando a corrida acontecia. Checco Costa já tinha organizado uma série de corridas, incluindo o GP das Nações em 1969, quando ele lançou a primeira “200 Milhas” em 1972, inspirado nas 200 Milhas de Daytona, o qual ele havia assistido, em pessoa. Desde então, nada mais foi como era antes.

O campeonato mundial não era nem equilibrado, nem  emocionante, no momento, com a Agostini e MV reinando incontestados. Mas as coisas eram diferentes no Reino Unido, onde os melhores pilotos britânicos e americanos brigavam em corridas curtas, enquanto na Flórida, Bill France tinha organizado uma corrida de 200 milhas para as 750s modificadas.

Aderindo à nova tendência, Costa lançou sua corrida, envolvendo alguns poucos americanos, incluindo Don Emde que tinha acabado de ganhar Daytona em uma Norton, e garantindo não só a participação de Agostini em uma MV especial, mas também de Spiaggiari e Smart em Ducatis e Villa em uma Kawasaki.

O couro da cor preta acabou sendo banido. A ordem do dia, naquela época, era o couro colorido. Os pilotos eram muito bem pagos. A Ducati venceu em 1972, com Paul Smart liderando Bruno Spaggiari. Agostini se retirou, mas conseguiu a volta mais rápida, na frente de 70.000 espectadores.

Então, Costa mexeu na fórmula, mudando para duas corridas curtas ao invés de uma e permitindo que motos GP 350 participassem. Eles dominaram o segundo ano, com Saarinen vencedora, mas foram excluídos de novo. Em 1973, um rapaz sardento de 14 anos de idade, apareceu no circuito de Imola esperando participar do evento, mas era muito jovem para correr. Ele era Randy Mamola, quem acabou ficando nos boxes.

Em 1974, houve um duelo histórico entre Agostini e Kenny Roberts, ambos os pilotos da Yamaha em 750s. Agostini venceu, mantendo a forma incrível de sua vitória de estreia em Daytona poucos dias antes. A multidão de expectadores havia crescido para além da marca de cem mil.

Gino Amisano foi rápido em ver que o futuro do motociclismo estava nestes eventos e foi capaz de colocar seus capacetes nos pilotos mais rápidos. Em seguida, ele se tornou amigo de Checco Costa, e também era um patrocinador parcial da prova de 1974 e no ano seguinte, principal patrocinador, que entrou para a história como a “AGV 200 Milhas de Imola”. Aconteceu em 6 abril de 1975. Cerca de 120 mil entusiastas se aglomeravam no evento.  O motor de Agostini parou na primeira corrida, Roberts se retirou com dor na mão direita que estava ferida e um novato, o brilhante venezuelano Johnny Cecotto, levou a Yamaha à vitória, conquistando o primeiro prêmio de mais de 11 milhões de liras. O faturamento também foi recorde em mais de 300 milhões de liras.

As corridas de 750cc tornaram-se cada vez mais populares e Daytona, Imola e Le Castellet se uniram para formar a Copa do Mundo, que durou três anos, após o que a Federação Internacional lançou um campeonato de corrida especial de cinco anos que posteriormente tornou-se o Campeonato Mundial.

Em 1976, Steve Baker ficou em primeiro lugar em Ímola, Agostini saiu com problemas no motor na primeira corrida e não havia peças de reposição suficiente para repará-lo para a segunda corrida. Roberts e Cecotto também foram aniquilados por problemas técnicos. A sétima 200 Milhas de Imola em 1977 foi o palco de uma batalha épica entre Kenny Roberts, Baker e Agostini, assistida por mais de 140.000 fãs da corrida mais importante do mundo. Em 1978, a corrida iria receber cobertura ao vivo da televisão, pela empresa de televisão estatal da Itália, que, no entanto, em sua sabedoria, decidiu transmitir um grande congresso político em seu lugar. Cecotto pegou a bandeira e ganhou o campeonato mundial das 750cc naquele ano.

Mas o campeonato estava, infelizmente, em declínio. A Federação Italiana de Motociclismo tinha, incompreensivelmente, decidido impulsionar Mugello e tirar as 200 Milhas de Imola, em 1979. E os grandes nomes estavam abandonando a corrida por causa de seus compromissos crescentes, enquanto exigindo mais e mais dinheiro de Checco Costa, que se esforçou para fazer as contas fecharem.

Em 1980, Cecotto venceu novamente no TZ750. Foi a última vitória dos quatro. Em 1981, Marco Lucchinelli (Suzuki) levou o título, pilotando uma das recém-permitidas 500s. A classe das 750 desapareceram e as 200 Milhas continuou até 1985, quando Kenny pilotou uma Lawson Yamaha 500 à vitória, que havia sido emprestada ao então piloto aposentado.

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1977

A clínica itinerante da AGV

“Não caímos nunca. Mas se acontecer, que seja em Imola, porque ali ao menos alguém cuida de você.” – Barry Sheene, 1975

“Por que não construimos um hospital itinerante?”, perguntou o doutor Claudio Marcello Costa aos seus amigos médicos. O passo seguinte foi colocar tudo por escrito. O equipamento de bordo necessário foi determinado com a ajuda do professor Luciano D’Urso, consultor sênior em anestésicos e reanimação do Rizzoli, em Bolonha. Em seguida,  o espaço que seria necessário foi calculado. O “Carro Vida” parecia viável e iniciou-se a busca por um veículo mais adequado para a tarefa.

No final, um Volkswagen foi escolhido, um TL 35 com um motor diesel de 2.700 cc que tinha 5,35 m de comprimento e 2,15 metros de largura. O plano era fazer com que o veículo fosse adaptado pelos especialistas em carrocerias, Introzzi de Como. Tudo estava decidido.  Agora, eles apenas precisavam do dinheiro.

Foi neste momento que Gino Amisano da AGV entrou na história da Clínica Móvel – bem no início. Com uma doação de 27 milhões de liras, Amisano foi o primeiro e único patrocinador a responder ao chamado, consolidando de vez a sua reputação como um verdadeiro homem do esporte, com valores fortes.

A apresentação da primeira clínica ocorreu em 3 de Fevereiro de 1977, na Bendor – uma pequena ilha ao sul de Bandol, não muito longe do circuito de Paul Ricard em Le Castellet – e a sua primeira utilização foi no GP da Áustria, em Salzburgo, em 1 de Maio. Naquele domingo, cinco pilotos de 250cc sairam fora da pista no seu trecho mais rápido, que ficava fechado entre as barreiras metálicas do parapeito. Stadelmann, tragicamente, não sobreviveu devido à gravidade de seus ferimentos, mas Cecotto, Braun, Fernandez e acima de tudo Uncini (o que estava em pior estado dos quatro), todos se sairam bem graças à equipe de Costa. As estatísticas, para esse primeiro ano de uma longa série de temporadas de serviço, falam por si, com 178 pilotos socorridos e um total de 1.287 serviços médicos prestados. Amisano tinha dado o primeiro passo, tornando o empreendimento todo possível, e no final do ano, ele foi acompanhado por uma série de motociclistas do campeonato muldial e do Moto Club Santerno de Imola, que forneceu os fundos adicionais necessários para equilibrar o orçamento para os honorários dos médicos.

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1980

1980

Os pilotos escolhem a AGV

Usando um capacete fechado feito de fibra Kevlar da Dupont, Nelson Piquet faz a sua entrada no campeonato mundial de Fórmula 1.

Com o passar dos anos, muitos pilotos decidiram associar seu nome com a empresa de Piemonte: Giacomo Agostini, Barry Sheene, Kenny Roberts, Johnny Cecotto, Angel Nieto, Marco Lucchinelli, Franco Uncini, Fausto Gresini, Niki Lauda, Emerson Fittipaldi, Randy Mamola e Luca Cadalora.

Estas colaborações trouxeram a AGV muita satisfação e mais de 130 títulos, além de levar a empresa para o palco do mundo.

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2007

2007

AGV se torna parte da Dainese

Duas empresas líderes de mercado, agora juntas

Em 30 de julho de 2007, Lino Dainese, Presidente da Dainese S.p.a., assina o acordo que conclui a aquisição da AGV. Esta operação sela a união de duas empresas líderes italianas que viveram, por muitos anos, sob os holofotes do mundo das corridas.

Quando Franco Scanagatta me encontrou na Primavera de 2007, com a notícia de que talvez pudesse comprar a AGV, eu fiquei inicialmente sem palavras de tanta emoção. Eu conhecia Gino Amisano desde os anos setenta, quando eu o encontrei nas “200 Milhas de Imola”, a lendária corrida importada dos Estados Unidos por Checco Costa.  Gino Amisano de Valenza me inspirou por muitos anos. Ele havia criado o nome e logotipo da AGV das iniciais de seu nome e da sua cidade natal, em seguida, acompanhou-os com as cores da bandeira italiana, antecipando o  orgulho nacional que o “fabricado na Itália” viria a ser.

Os melhores pilotos do mundo usavam seus capacetes anti-impacto.  Suas inovações em materiais compostos e no design de cascos, incluindo a forma do capacete de rosto todo, que tinha feito da AGV líder mundial incontestável e lhe permitiu manter essa liderança até o início dos anos noventa.

Grandes nomes do motociclismo como Giacomo Agostini, Barry Sheene e Kenny Roberts, em conjunto com os campeões de Fórmula 1 como Niki Lauda, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi fez da AGV sinônimo de excelente design e grandes realizações.

A história da AGV é uma história de pilotos, de entusiastas de corridas e de paixão. E agora – depois de ter tido como proprietário um fundo de investimentos belga – a empresa estava de volta às mãos italianas. Esse é um desafio que traz muitas responsabilidades, mas também cria oportunidades infinitas para a AGV e Dainese juntas. Nossa equipe está comprometida em trazer novos valores e prestígio à lendária marca AGV.

Lino Dainese

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2009

2009

Os capacetes Extreme Standard Helmets

Me sinto muito confortável com a parte interna. Estes capacetes possuem uma excelente aerodinâmica, como se eu não o estivesse usando. A ventilação é perfeita e o campo de visão é exagerado, é como se eu estivesse no cinema” – Valentino Rossi

AGV EXTREME STANDARDS é uma série de avanços adotados pela AGV, que aplica um inédito processo de desenvolvimento, que começa a partir dos componentes que tem contato direto com a cabeça até chegar à superfície externa do casco, garantindo mais segurança, leveza e dimensões compactas.

No Brasil, a AGV trabalha com os seguintes modelos, que seguem estas características:

Pista GP – O Pista GP é um capacete de fibra de carbono, desenvolvido para pilotos experientes em circuitos de alta performance. Ele faz parte de uma série de avanços adotados pela AGV, que teve como base um inédito estudo de engenharia reversa, desenvolvendo-o a partir dos componentes que tem contato direto com a cabeça até chegar à superfície externa do casco, garantindo mais segurança, leveza e dimensões compactas.

Corsa – O Corsa é um capacete supersport tricomposto certificado pela Sharp como 5 estrelas, sendo considerado um dos capacetes mais seguros do mundo. Combina o desempenho do Pista GP com características de estrada, como a ventilação ajustável, que garante mais comodidade durante a pilotagem.

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2011

2011

AGV e Dainese apresentam a lendária turnê italiana

A lendária turnê italiana é um passeio de moto organizado pela AGV, juntamente com Dainese, que atravessa as áreas mais bonitas da Itália. Pilotos famosos acompanham os patrocinadores.

A primeira edição da turnê ocorreu nas Dolomitas, 1000 km de curvas sinuosas de tirar o fôlego, na companhia de Giacomo Agostini, Lucchinelli Marco e Max Biaggi e pilotando grandes motos como a Ducati, Morini e MV Agusta.

A segunda edição aconteceu na Toscana, em lindos campos com videiras, oliveiras e árvores ciprestes, com uma visita a Mugello, na companhia de Valentino Rossi, Kevin Schwantz e Giacomo Agostini. A turnê trouxe jornalistas, revendedores da AGV/Dainese e alguns clientes sortudos que visitaram o belíssimo cenário italiano, apreciando as cores, aromas e sabores de uma das regiões mais sugestivas e famosas do mundo pelos seus tesouros artísticos e naturais. A partir do Vale Po, a turnê continuou através dos Apeninos, ao longo das estradas históricas dos anos loucos de corridas de rua, até a bacia de Mugello, um lugar de culto para qualquer motociclista verdade.

Na ocasião do aniversário de 150 anos da unificação da Itália, a terceira edição do passeio comemorou a ocasião, trazendo os participantes em uma jornada de descoberta, trazendo-os para ver alguns dos lugares mais importantes ligados à história da Itália. Os participantes foram acompanhados por lendas do motociclismo, representando quatro diferentes gerações de pilotos que deixaram sua marca na história do esporte: Giacomo Agostini, Marco Lucchinelli, Carl Fogarty e Marco Simoncelli. Deixando sede Dainese, em Vicenza, o grupo passou a descobrir alguns dos lugares mais importantes da história da Itália, Roding através dos Alpes e terminando em cidade da Itália a primeira capital, Turim.

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2012

2012

AGV apresenta o capacete Pista GP

Considero o Pista GP como uma homenagem a Gino Amisano, un empresário que teve a capacidade de inovar, por suas conquistas e por seu espírito competitivo que o ajudou a enfrentar cada desafio. – Lino Dainese

Hoje, 23 de março de 2012, foi apresentado em Jerez de la Frontera o novo capacete do Valentino Rossi, Pista GP, o primeiro de uma nova geração, fruto do projeto AGV EXTREME STANDARDS.

O projeto AGV EXTREME STANDARDS teve início em 2009, com Valentino Rossi como piloto de referência, e que está pronto para competir com seu primeiro Pista GP.

2014

2014

Capacetes Pista GP e Corsa recebem nota 5 estrelas da Sharp

O capacete Pista GP é premiado com 5 estrelas Sharp e está confirmado como um dos capacetes mais seguros do mundo

Em 2014 os capacete Pista GP e Corsa foram premiados pelo influente conselho britânico Sharp como 5 estrelas. Desta forma, os modelos integrantes da linha AGV Extreme Standards agora estão listado em uma seleta lista dos capacetes mais seguros do mundo.

As 5 estrelas Sharp são a nota mais alta possível em termos de segurança. A entidade atribui esta classificação por meio de um sistema de avaliação independente, em que os capacetes são submetidos a testes criteriosos de segurança, sem envolver os fabricantes.